Até aquele momento nada o fazia olhar para o lado, mesmo que ela estivesse lá. Podia estar parada, falante, até mesmo nua, que não faria a menor diferença aos olhos perdidos e perturbados que insistiam em olhar para baixo. Com a mesma facilidade que distribuía sorrisos ao léu pensava nas inúmeras possibilidades de que aquilo seria, mais uma vez, um devaneio seu. Sentia que aquele momento não lhe pertencia, mas queria fazer parte dele de qualquer forma.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Em outras palavras
sábado, 17 de março de 2007
Parece fim de festa
É interessante como o passar dos anos modifica as pessoas. Uma simples reunião de amigos comemorando o que quer que seja é capaz de mostrar mais do que a “velhice” de cada um, mas também como os tão falados conceitos se modificam ao longo do tempo.
Em tempos não tão longínquos assim os garotos se reuniam na escola para organizar as tais festinhas e logo vinha a pergunta mais importante da patota: Quem das meninas da sala virá à festa? Prontamente, alguém começava a fazer uma lista das possíveis presentes e, quase sempre, era o primeiro a dizer que “fulana de tal” não viria. Após a decepção de algum companheiro interessado na garota retomava-se a ansiedade para a chegada da festa.
Nada de novo nas festas, a mesma rotina. As mesmas negativas para os pedidos de um “carinhozinho”. Tudo normal.
Em tempos atuais as coisas mudaram, não existe mais a expectativa da ida feminina às festas, em parte porque elas têm se tornado cada vez mais escassas. Também porque o fascínio exercido pela conquista inalcançável da “amada” diminui à medida que as rugas dos anos vão se apoderando das faces. Hoje, trabalhamos, estudamos no nível superior, pensamos
Que coisa estranha...me peguei ouvindo uma das “amadas” dando gargalhadas por ter ido ao motel com o namorado. Talvez as festas, agora, fiquem um pouco mais apimentadas. Mas quem pode garantir que elas vão acontecer?